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DA QUADRA PARA O BANCO

EM FINAL DE CARREIRA, JOSÉ RONALDO DO NASCIMENTO O SB, JÁ ARMA SEU FUTURO

SANTO ANDRÉ – SP (LCS) – Quanto mais velho melhor, como um bom vinho, o armador direito da Metodista / São Bernardo / Besni (SP), José Ronaldo do Nascimento, ou SB, aos 40 anos, brinda a todos com seu grande talento nesse final de carreira. O velho conhecido do handebol brasileiro é o atleta de idade mais avançada em atividade na Liga Petrobras e em breve encerrará sua carreira de esportista.

Com preparação física melhor que muitos iniciantes que acabaram de atingir a maioridade, SB mostra que os anos não pesam quando o profissional zela em tempo integral sua condição de atleta, conforme explana seu treinador de clube, Alberto Rigolo. “O SB é um atleta diferenciado, o único que conseguiu chegar aos 40 anos com uma excelente condição física. Isso tem tudo a ver com o caráter dele, a conduta fora de quadra, a forma de viver, enfim, ele se cuida, dorme oito horas, não cai na noitada e alimenta-se bem”, explica.

SB, além de atuar na Metodista / São Bernardo / Besni, comanda as categorias juvenil e júnior do clube e está sendo preparado pelo próprio técnico do profissional a assumir o cargo em seu lugar no futuro. “Ele é técnico do juvenil e do júnior já há seis ou sete anos. Primeiramente começou no juvenil e em seguida foi para o júnior. Existe a possibilidade de ele ser meu assistente direto em um breve futuro, para depois ele dirigir a equipe principal. Penso em parar também e o SB conhece bem a filosofia da Metodista, por isso poderá dar seguimento ao meu trabalho”, revela.

José Ronaldo do Nascimento iniciou seus primeiros passos no esporte muito pequeno, no período em que era ainda aluno do Ensino Fundamental, conforme ressalta o próprio jogador. “Comecei a me interessar por handebol na minha cidade em Aracajú (SE) quando eu tinha entre oito e nove anos. Lá havia muitas escolinhas do SESI e na infância pratiquei vários esportes como atletismo, ginástica olímpica e, claro, handebol. Eu jogava no colégio e a modalidade era muito difundida. Participávamos dos Jogos de Primavera desta modalidade entre as escolas e desses confrontos quem se destacava era selecionado para a seleção sergipana e felizmente tive essa oportunidade. Como atuei bem, logo fui convidado para a jogar na Associação Atlética de Sergipe e em seguida fui para o Iate Clube, em que o técnico era o Manoel Luiz, hoje presidente da Confederação Brasileira de Handebol”, conta SB, que atuou também na Sadia e no Clube Recreativo Chapecoense, em Chapecó, Santa Catarina, totalizando 14 anos na região sul do país.

Por 20 anos SB integrou a seleção brasileira e obteve importantes marcas: participou das Olimpíadas de Atlanta em 1996, de Sidney em 2000 e Atenas em 2004, sendo nesta última o fato inédito do décimo lugar na classificação geral. “Em 1984 defendi a seleção pela primeira vez na categoria júnior, no mesmo ano subi para o adulto e fiquei até 2004 nas últimas Olimpíadas, em que tive três participações. Acredito que o título mais importante com o Brasil foi no Pan-Americano em 2003 contra a Argentina, em que vencemos por 31 a 30 na prorrogação, na República Dominicana. Devido à essa conquista, classificamo-nos para Atenas por méritos próprios e isso é muito significativo, diferentemente das duas primeiras vezes em que fomos às Olimpíadas porque Cuba desistiu”, lembra.

Desde 1999 na Metodista / São Bernardo / Besni, o jogador-treinador se orgulha em ensinar seus conhecimentos aos mais jovens nas categorias de base e ainda reencontrá-los posteriormente no profissional, em que ele deixa de ser o principal instrutor da equipe e passa a desempenhar o papel de companheiro de quadra. “Além de esportista, sou técnico do juvenil e júnior. Temos de sempre nos atualizar, estudar para não parar no tempo. Ajudei a desenvolver atletas nas categorias de base que hoje estão comigo no time principal, como, por exemplo, já fui técnico do Felipe Borges, do Danilo, do Bruno e voltei a encontrá-los no time de cima. É uma grande satisfação para mim”, revela SB, que sabe esperar por sua vez em um time de profissionais.

“Não tenho pressa em assumir o time principal, o dia que isso acontecer espero já estar bem preparado para essa responsabilidade, tudo tem o seu tempo. No final do ano ainda vou parar para conversar com o Rigolo e ver o que é melhor para o grupo, se paro ou continuo como atleta, mas se continuar, ano que vem é certeza que encerro a carreira. O que pesa um pouco são as lesões e o muito esforço nos treinamentos”, finaliza o armador.

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